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Uma antiga paixão por literatura de ficção científica

Este é um blog hibernante por que seu autor prefere comentar em outros blogs do que, propriamente, blogar. Deste modo, não fosse a pane do blogger, que frustrou temporariamente minha intenção de ampliar um comentário que já fizera a um post em Sapatinhos Vermelhos, de Nikelen Witter, dificilmente me encontraria agora sacudindo a poeira deste aqui tão somente para amealhar souvenirs da sorte de literatura fantástica popularmente conhecida como ficção científica. Por partes, então.

Meras alusões ao gênio de Asimov e Bradbury e o reconhecimento da supremacia de Clarke foram suficientes para me trazer a lembrança, no primeiro comentário,  o conto A Sentinela, de Clarke, onde Kubrick buscou inspiração para o enredo de 2001; as novelas Cat’s Craddle, de Vonnegutt, e A Guerra das Salamandras, de Capek; legados de precursores como Poe e Lovecraft e, como não elencar,  a saudosa Coleção Argonauta.

No entusiasmo do comentário (conhecem gesto mais impulsivo do que comentar na web ?), confundi o tcheco Karel Capek com os irmãos soviéticos Boris e Arkady Strugatsky, cuja fantasia se estendia a domínios tão abstratos quanto os da matemática ou da metafísica, autores das novelas Certamente, Talvez e Roadside Picnic, adaptada por Tarkovsky em Stalker.

Quando, neste breve período (ca. 48 horas), também tomei ciência, por meio de uma resenha de Doctorow sobre Napier’s Bones (novela de estréia, de índole matemática, do canadense Derryl Purphy), de pronto a relacionei ao fundo teórico-fantástico da trama de Certamente, Talvez.

Foi, portanto, para que todas estas reminiscências não se perdessem para sempre,  como as memórias do andróide terminal em Blade Runner, que lavrei este post.

E teria ficado por aqui não fosse ter descoberto, agora há pouco e meramente por acaso, o apreço de Pedro pelo filme Eu Robô. Quando perguntou se robôs poderiam efetivamente dominar o mundo, lhe respondi que já dominavam. Não pela imposição da força, como no filme, mas pacificamente, de forma consentida e mesmo incentivada pelo homem, em razão do uso crescente de robôs afetivos, desde suas formas mais primitivas como tamagotchis, puffles ou animais domésticos até andróides especializados em atenção a crianças ou idosos.

Amanhã preciso lembrar de contar a Pedro quem foi Asimov. Para saber mais sobre o avanço silencioso e inexorável da robótica afetiva, vale cada minuto da palestra que Sherry Turkle (MIT, autora de Alone Together) proferiu no Google.

1 Comentário on “Uma antiga paixão por literatura de ficção científica”

  1. #1 RODRIGO CONSTTANTINO
    on Oct 18th, 2011 at 8:38 am

    Prezados;

    Quem gosta de literatura de ficção científica; deve acessar o link

    http://www.livrobomgratis.blogspot.com

    Tem um novo autor baiano, que posta seus contos para cinema
    neste seu blog. O cara é fantástico.

    Confiram o conto: O CAPACETE CIBERNÉTICO DA Dra. CANON

    Abraços;

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